Archive for Agosto, 2012

  • O Sexto Lobo

    Ago 31, 12 • felipecabral • Enredos da Terra, HomeNenhum ComentárioLeia mais »
    O Sexto Lobo

    Um dos textos mais emblemáticos da obra de Sigmund Freud, inicialmente publicado em “A História de uma Neurose Infantil” e depois reeditado em “Obras Completa”, de título “O Homem dos Lobos”  traz uma curiosa descrição sobre o caso de Sergei Pankejeff, um paciente aristocrata russo que certa vez teve um sonho com uma matilha de lobos brancos em cima de uma árvore. Das anotações de Freud: “Sonhei que era noite e que eu estava deitado na cama. (Meu leito tem o pé da cama voltado para a janela: em frente da janela havia uma fileira de velhas nogueiras. Sei que era inverno quando tive o sonho, e de noite.) De repente, a janela abriu-se sozinha e fiquei aterrorizado ao ver que alguns lobos brancos estavam sentados na grande nogueira em frente da janela. Havia seis ou sete deles. Os lobos eram muito brancos e pareciam-se mais com raposas ou cães pastores, pois tinham caudas grandes, como as raposas, e orelhas empinadas, como cães quando prestam atenção a algo. Com grande terror, evidentemente de ser comido pelos lobos, gritei e acordei. Minha babá correu até minha cama, para ver o que me havia acontecido. Levou muito tempo até que me convencesse de que fora apenas um sonho; tivera uma imagem tão clara e vívida da janela a abrir-se e dos lobos sentados na árvore. Por fim acalmei-me, senti-me como se houvesse

  • Blogosfera das boas canções populares

    Ago 27, 12 • felipecabral • Enredos da Terra, HomeNenhum ComentárioLeia mais »
    Blogosfera das boas canções populares

    Se tem algo que anima e enreda uma narrativa é sem dúvida uma canção popular bem colocada. Mas como encontrar coisas bacanas? Tenho ouvido muitos novos e velhos artistas por aí, alguns em viagens, nas ruas, em praças, em eventos do projeto de Pontos de Cultura do Ministério da Cultura, coisas bastante surpreendentes e totalmente fora dos circuitos comerciais de música. Daí que também tenho pesquisado na internet e achei quatro excelentes referências para baixar sons sensacionais e descobrir um universo novo incrível de canções populares. Segue abaixo:   http://batuquebrasileiro.blogspot.com http://www.vinil-velho.blogspot.com.br/ http://sombarato.net/ http://viladepatos.blogspot.com.br/        

  • Fazendo Arte com Peanuts

    Ago 27, 12 • felipecabral • Enredos da TerraNenhum ComentárioLeia mais »
    Fazendo Arte com Peanuts

    Os episódios do Peanuts (Minduim, Charlie Brown, Snoopy), criados e desenvolvidos por Charles Schulz, percorreram e enredaram muito do meu imaginário de criança. Entre tantos episódios, nunca vou esquecer deste, intitulado “Fazendo Arte”. É uma verdadeira aula de como a escola cria ambientes ora hostis para uma simples criança, ora totalmente engraçados do ponto de vista da esquisofrenia do ambiente. Um outro episódio que me traz lembranças muito divertidas é este no qual Charlie Brown e Patty Pimentinha estão juntos na mesma sala de aulas.  

  • As perguntas que me matam…

    Ago 27, 12 • felipecabral • Enredos da TerraNenhum ComentárioLeia mais »
    As perguntas que me matam…

    Sketch para fazer a dois.   E por falar em sentimentos, como andam os teus?  Quem quer saber?  É proibido perguntar?  Foi isso que eu quis saber?  Não vai responder? Está com pressa? Você se lembra do que eu perguntei? Por que você me pergunta isso? Já sei, você está apaixonado, não é? Quem te disse isso? E precisa alguém dizer?  Então o que é estar apaixonado?  Você é que está e não sabe dizer? Você também não sabe responder?  Eu tenho cara de quem não sabe? Você fica ofendida de eu perguntar se você não sabe responder? Por que você está se fazendo de bobo hoje? Por que você quer tanto saber disso? Eu não posso perguntar sobre os seus sentimentos? Quem quer saber? Vamos começar tudo de novo? Podemos começar tudo de velho?  Você é engraçadinho assim e eu nunca percebi?  Você nunca percebeu?  Percebeu o que? Quer deixar pra lá? Deixar o que pra lá? Você sempre foi desentendida assim e eu nunca percebi? Você nunca percebeu? Percebeu o que? Kkkkk Humm, acho que você percebeu sim, né? Eu tinha que perceber? Então não está na minha cara? Posso responder com uma pergunta?  Responder o que? Você não me fez uma pergunta? Uma? Seja como for, posso então responder com uma pergunta? Mais uma pergunta?  No começo da conversa, você não me perguntou uma coisa? Como andam teus sentimentos? Ainda quer que eu responda? Uma pergunta dessas não merece uma resposta?  Eu disse que não merece resposta? Você vai parar de enrolar e responder?  Você vai me deixar responder? 

  • Antífona – Zé Modesto

    Ago 27, 12 • felipecabral • Enredos da Terra, Home2 ComentáriosLeia mais »
    Antífona – Zé Modesto

    Canção bonita, da terra, popular. De cultura de um outro tempo, de uma outra lógica. Para enredar os caminhos do Vale do Paraíba.   Nossa Senhora, Mãe Preta do Paraíba Dá tua bênção pra gente ir cantando em frente E pela frente põe gente em nosso caminho Pra nóis cantá e ter sempre alguém ouvindo Nossa Senhora vigia Esparrama o teu amor Pra que na vida a poesia Nos seja causa maior Não seja a raspa do tempo Que ele voa ligeirinho Seja a poesia o alimento A sustança no caminho Cuida que haja o afago E todo amor que ele tem Que os corações que andam vagos Encontrem logo o seu bem Nessa vida sem carinho O nosso destino é vão Que é que na vida sozinho Tem feliz seu coração? Sinhá Preta seja abrigo Nas horas de precisão Que a gente saia do umbigo E viva mais comunhão Batendo menos cabeças Fica leve a nossa cruz Tua bênção Sinhá nas encrenca Tua glória nos dias de luz!  

  • Viagem a Porto Alegre – F & M

    Ago 27, 12 • felipecabral • Enredos da TerraNenhum ComentárioLeia mais »
    Viagem a Porto Alegre – F & M

    Os fatos, descrições, situações, lembranças e sensações aqui narrados são relatos de uma viagem feita por duas pessoas que sairam de São Paulo e ficaram 6 dias em Porto Alegre. Nomes foram omitidos e algumas passagens suprimidas para não expor em demasia a intimidade de quem esteve presente.  18/02/2010 8:00 – F. Bem, hoje é o dia da viagem a Porto Alegre. Espero que as coisas aconteçam como previsto. Vamos embarcar as 15:30. É hora de preparar o almoço, daqui a pouco tenho de buscar a M. na estação Tucuruvi. 11:00 – F. Cheguei um pouco cedo ao metrô e agora me bateu uma vontade enorme de ir ao banheiro. Esta estação, por incompetencia do arquiteto que a projetou, não possui banheiros públicos. Vou ter de procurar um bar ou algum comércio em que possa usar o sanitário. Estou com sono. Dormi poucas horas esta noite me preparando para viagem. 11:40 – F. Tive de ir até a estação tietê para usar o banheiro. A M. está bem ali e trouxe uma mala pequena. Acho que ela vai ter problemas com roupas. Let’s go! 12h25 – M. Cheguei no ap de F.. Ele preparou uma refeição para nós: salada de grão de bico com palmito, champignon, tomates, azeitona e salsinha. Estava razoável. Havia também berinjela com mussarela. Gostosa. Comemos um pouco, etc. Depois partimos, após entregar a sobra da comida

  • Documentário sobre Tradição Oral – SESC

    Ago 24, 12 • felipecabral • Enredos da Terra, HomeNenhum ComentárioLeia mais »
    Documentário sobre Tradição Oral – SESC

    Via Cajuinas: http://cajuinas.blogspot.com.br/2009/05/tradicao-oral-e-contar-historias.html

  • Narrativas Populares – Projeto EJA Guarulhos

    Ago 24, 12 • felipecabral • Enredos da Terra, HomeNenhum ComentárioLeia mais »
    Narrativas Populares – Projeto EJA Guarulhos

    “O mito é a parte escondida de toda história, a parte subterrânea, a zona ainda não explorada porque faltam ainda as palavras para chegar até lá. Para contar o mito, a voz do contador no início da reunião tribal quotidiana não basta. É preciso lugares e momentos particulares, reuniões especiais. A palavra não basta; o concurso de um conjunto de significados polivalentes, isto é, um rito, é necessário.” CALVINO, ÍTALO. A combinatória e o mito na arte da narrativa. Própria das algumas classes ditas iletradas, a tradição oral, sobretudo em suas manifestações de mitos, lendas e ‘causos’ em geral, tem sido muito valorizada por acadêmicos que se dedicam ao seu estudo e compilação. Considera-se que é na tradição oral que se fundamenta a identidade cultural mais profunda de um povo e particularmente concordo com essa consideração. Dentro desse panorama, estuda-se, por exemplo, desde obras gregas clássicas como Ilíada e Odisséia, tendo como quase certo que foram inicialmente longos poemas recitados de memória, até manifestações bem atuais e regionalizadas, comuns entre determinados grupos sociais no Brasil, como os ciclos de João Grilo, Pedro Malasartes, Camões, entre outros. Mas, para fora dos círculos acadêmicos pouco se tem falado, ou pouca importância se tem dado para e relação mitopoética que pessoas de classes populares têm com sua língua, com suas concepções de mundo, suas crenças e concepções do divino… A partir disso, gostaria

  • A História de Dona Ducha

    Ago 24, 12 • felipecabral • Enredos da Terra, HomeNenhum ComentárioLeia mais »
    A História de Dona Ducha

      Este vídeo foi gravado no Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, como parte do projeto “Memória dos Brasileiros”, desenvolvido pelo Museu da Pessoa. Eu gostaria muito ter a possibilidade de desenvolver projetos como esse aqui pelas periferias de São Paulo. Muitas pessoas acreditam que apenas nos interiores encontramos pessoas como a Dona Ducha. Mas eu, por experiência própria, posso afirmar que há muitos contadores, cantadores, benzedeiras e rezadeiras nos fundões da periferia da grande São Paulo.  CRÉDITOS Imagens: Eduardo Barros e Rafael Buosi; Edição: Eduardo Barros; Pesquisa e Entrevista: Thiago Majolo, Cláudia Leonor, Winny Choe e Antônia Domingues; Coordenação: Cláudia Leonor; Produção: Sérgio Milleto.  

  • A humanidade desce à terra

    Ago 24, 12 • felipecabral • Enredos da Terra, HomeNenhum ComentárioLeia mais »
    A humanidade desce à terra

    Há muito tempo todas as pessoas viviam no céu. Alguns ainda estão lá. São, segundo os Cayapos, as estrelas. No tempo da vida celeste, um velho, numa caçada, observou um tatu e começou a persegui-lo. O tatu, para refugiar-se, se enfiou terra adentro e o homem foi atrás, cavando cada vez mais fundo para apanhá-lo. O homem cavou o dia todo e não conseguiu pegar o tatu. Cansado, voltou para casa. Mas no dia seguinte, recuperadas suas forças, recomeçou a cavar novamente. Dizia à mulher: – Quero pegar esse tatu! O homem, então, cavou durante oito dias. Ele estava quase apanhando o tatu quando o animal caiu na fundura daquele buraco. Era um buraco tão fundo que se podia gritar lá de baixo sem que quem estivesse em cima pudesse escutar. O velho o viu descer como uma pedra. Caindo, caindo, caindo… Até que o tatu caiu num grande campo e correu em direção a uma floresta. Assustado, o homem alargou o buraco para olhar melhor que mundo era aquele em que o buraco havia dado. Mas o vento que saia de lá estava tão violento que o empurrou de volta à superfície. O vento continuava a soprar pelo buraco, aumentando cada vez mais a abertura. Quando o velho voltou à aldeia, os outros lhe perguntaram onde estava o tatu que ele tanto perseguira. E ele respondeu: – Caiu numa

Felipe Cabral

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