Archive for the ‘Home’ Category

  • Fazendo uma composteira

    Jan 6, 15 • felipecabral • Home, Open Source12 ComentáriosLeia mais »
    Fazendo uma composteira

    O ano de 2015 começou e aproveitei os dias de inicio de ano para tocar adiante alguns projetos que estavam parados. Um destes projetos era o de uma composteira grande para produção de adubo. Depois de ensaiar com composteiras menores e improvisadas, resolvi arregaçar as mangas e fazer uma composteira mais planejada numa casa de campo. Tive uma ajudante de ouro e acho que no fim das contas saiu tudo como eu esperava. Deixo então aqui alguns registros, ou melhor, passos do que foi feito. Antes duas notas importantes: A – Recentemente meu irmão me apresentou o livro “Manual do arquiteto descalço”. Vale muito a pela ler, mesmo que nem de longe você seja arquiteto. A proposta do livro é mais “do it your self” e lembra bastante o projeto “Open Source Ecology“. Certamente me inspirou ainda mais na construção dessa composteira. B – Existem muitos tipos de composteiras que são uma mistura de compostagem com minhocário. A proposta aqui é focada mais na compostagem de resíduos de jardim, isto é, em restos de folhas, galhos e cascas de árvores. Se você quer uma composteira mais diversificada, vale a pena procurar outros modelos, pesquisar antes de decidir. Há composteiras feitas em recipientes próprios, com andares diferentes para cada estágio de decomposição: Já outras podem ser feitas de um único recipiente, como é o caso da que vamos abordar aqui. Alguns

  • #CryptoParty no #FISL15

    Mai 2, 14 • felipecabral • Home, Open Source, política, TecnologiaNenhum ComentárioLeia mais »
    #CryptoParty no #FISL15

    Depois da ascensão das criptofestas em 2012 por todo o mundo, depois de tudo que aconteceu durante 2013 com relação ao vazamento de informações sobre os governos dos five eyes (sobretudo NSA nos EUA), depois da primeira Cryptoparty Edição Salvador 2013, depois da Cryptoparty São Paulo 2013 e do sucesso da Cryptorave 2014, eis que vamos ter uma CryptoParty no FISL 2014! As atividades irão ocorrer durante o FISL 15 e a programação segue abaixo e também no site do FISL15. Antes disso também teremos uma espécie de encontro Cryptoparty Pré-fisl nos dias 05 e 06 de Maio, na FACCentro. O objetivo é dialogar com membros de movimentos sociais que queiram saber mais sobre vigilância na rede, segurança digital e criptografia. Dia 05 das 19 às 21 hrs e dia 06 das 14 às 19 horas. Os dois eventos são abertos e gratuitos. 1. Cryptoparty PRE-FISL15 – FACCCENTRO Rua Marechal Floriano Peixoto, 185 – 8º andar Porto Alegre – Rio Grande do Sul 2. CryptoParty FISL 15 – PUCRS Av. Ipiranga, 6681 Partenon Porto Alegre – Rio Grande do Sul Programação Cryptoparty FISL15 Dia 07/05/2014 13H – Debate de abertura: As perspectivas e os desafios da comunicação segura Local: sala 41F Palestrantes: Daniel Kahn Gillmor, Silvio Rhatto, André Bianchi 16H – Compilação Determinística Local: sala 40T Palestrante: Seth Schoen Dia 08/05/2014 14H – Technology that controls, technology that liberates

  • Artigo 15 e economia da vigilância: Marco Civil da Internet

    Abr 25, 14 • felipecabral • Home, Open Source, política, Tecnologia2 ComentáriosLeia mais »
    Artigo 15 e economia da vigilância:  Marco Civil da Internet

    O inicio de 2014 foi marcado por uma grande mudança no cenário dos direitos da Internet no Brasil. Há meses paralisado, o projeto do Marco Civil da Internet [1] – constituição brasileira de direitos e deveres sobre a rede em territórios pertencentes ao Estado, numa tacada única que durou pouco mais noventa dias, foi finalizado, analisado, votado no congresso, votado no senado e por fim sancionado pela presidenta em exercício Dilma Rousseff [2]. Um alívio para todos os ativistas que, durante anos, lutaram por sua consolidação e um golpe para aqueles que estavam de olho no crescimento da economia da vigilância. Dado esse contexto, eis alguns pontos de analise do que isto pode representar. ___ Na Austrália, durante os anos de 2011 e 2012, o cenário político-legislativo e as pressões sobre os temas ligados a privacidade e segurança digital eram bem próximos aos do Brasil. Isso acabou por motivar a resistência de uma série de ativistas e culminou na realização da primeira idéia de Cryptoparty [3] do mundo. Discursos e projetos de lei em ascensão que de certa forma impunham a guarda de logs e quebra de privacidade aos usuários da rede foram estopins para essa discussão e esse embate. A história parece se repetir em solo brasileiro, mas com cores e desfechos diferentes e apresenta características sintomáticas dada a observação das contradições presentes. Há menos de duas semanas do

  • 1o Grande Ato Contra o Monopólio da Mídia no Brasil

    Jul 12, 13 • felipecabral • cotidiano, HomeNenhum ComentárioLeia mais »
    1o Grande Ato Contra o Monopólio da Mídia no Brasil

    Fotografias tiradas durante o ato que reuniu centenas de manifestantes em torno da pauta “Democratização dos Meios de Comunicação e fim do Monopólio de Mídia no Brasil”, ocorrida no dia 11/07/2013, a partir da praça General Gentil Falcão e localizações em torno da Rede Globo de Televisão. #OcupeAMidia #SejaAMidia #ForaRedeGlobo #VemPraRua #11jLutas Também publicado em revista Radis.   “Radis de agosto já está no ar, discutindo a luta pela democratização da Comunicação no Brasil e seus impactos nas questões de Saúde. Uma das reivindicações que foi levada às ruas de todo o país nos últimos meses, essa é uma demanda dos movimentos sociais desde a 8ª Conferência Nacional de Saúde, que defendem que regulação, neste caso, é sinônimo de democracia! Também nesta edição: Quem ganha e quem paga a conta com as deduções de gastos com saúde; as vantagens e os caminhos para deixar o cigarro e o perfil de Carlos Gentile de Mello, um dos precursores da Reforma Sanitária!” Acesse agora o conteúdo completo em http://www6.ensp.fiocruz.br/radis/revista-radis/131    

  • Desaparecida

    Mar 26, 13 • felipecabral • Enredos da Terra, Home1 ComentárioLeia mais »
    Desaparecida

    Antes de dormir, no momento impreciso cuja tremulação se dá entre o consciente e o inconsciente, naquele estado meio devaneio meio ainda vigilante, sentia uma dor estranha, inexplicável. Era um momento incomum que nunca ouviu falar que os outros tinham, mas ela sabia o que era. Sabia sentindo sem muitas palavras para descrever. Mudavam as cores, mudavam os sons. De olhos fechados via flashes de bombas, de fumaças no céu, doía o pé, o peito apertava, cada dia de um jeito mas sempre doido, sempre confuso, sempre desconforto. Depois passava, vinha a preguiça, o calor confortável, a moleza, o sono. E dali pra diante só se lembrava de algo se fosse acordada, rompendo a barreira entre a loucura de qualquer coisa sem sentido que só os sonhos são capazes de produzir e sua mente pensando sobre sua mente. Um dia estava nesse processo descoberta, com pouca roupa e com a janela aberta. O que em geral durava poucos segundos durou, provavelmente, mais de uma hora. Então, para que não passasse em branco, acordou e resolveu fazer a coisa mais ridícula que lhe parecesse sobre isso: sentou e escreveu tudo, em detalhes. Depois amassou o papel e jogou fora. Ninguém sabe dizer se passou ou não, até porque, em não sendo daqui, de partida se foi e nunca mais voltou, nem se ouvir falar dela. Autora desaparecida

  • Desconhecido

    Mar 15, 13 • felipecabral • cotidiano, HomeNenhum ComentárioLeia mais »
    Desconhecido

    Você pegou aquele velho caderno triste de folhas soltas que há dez anos não via a luz e riu. Depois de dias preocupado, ausente, sem tempo: riu. Um riso irônico. Lembrou que sua vida foi forjada na inocência de mundos imaginados. E concluiu que era hoje, essa noite. O que fazer com o convite impossível que demorou para vir porque não era nem para ser de verdade? De viver naquela ponta paradisíaca do sul do continente, onde não neva nem esquenta demais e os rios encontram o mar, tem pinguins, poucas casas (todas com horta no quintal) e bicicleta é o único meio de transporte que precisa. E você acabou de se casar. Então você ama as duas coisas, mas as duas não se amam exatamente nas atuais condições. O check-mate sobrou na sua vez. Daí você conclui que é melhor dormir. E dorme um sono intranquilo. Todo dia. Acorda no meio da noite com dor de estomago te irritando, soprando um vento que sai da sua boca sussurrando: foge… foge… Mas tudo vai mudar quando sua filha nascer na primavera. Os sentidos vão ser outros, seus olhos, sua atenção… Seu carinho vai ser todo diferente, você pensa, ao mesmo tempo que olha para aquela foto em que está abraçado não sabe bem com quem e nem lembra mais o nome, só que ela estava naquele intercambio também. Porque ser

  • Das sucatas às formas do mundo por A.C. Estanagel

    Out 3, 12 • felipecabral • cotidiano, Home1 ComentárioLeia mais »
    Das sucatas às formas do mundo por A.C. Estanagel

    Entre os dias 14 e 23 de setembro, das 9 às 21hs, no Parque Vila Guilherme – Trote em São Paulo Capital aconteceu o XVI Revelando São Paulo – Festival da Cultura Paulista Tradicional (http://revelandosaopaulo.org.br/rv/) Pela curiosidade e admiração pela temática, estive presente e entre tanta coisas acabei me deparando com o trabalho do artesão Antonio Carlos Estanagel, da cidade de Itapetininga, interior do estado. Estanagel faz peças de arte a partir do que alguns chamam de sucata. Ele visita lixões, ferro-velhos e desmanches de carros para pegar matéria-prima para seu trabalho. De enorme criatividade, as peças feitas são bastante impressionantes do ponto de vista da criatividade e recriação. Com uma produção artesanal, gambiarrística e pequena ele sobrevive de seu trabalho, através da venda de algumas peças e pensa em ministrar cursos abertos para ensinar algumas técnicas de criação a outros entusiastas da ArtedoLixo. Abaixo algumas fotos tiradas durante o evento. Se alguém quiser conhecer o trabalho e/ou entrar em contato, basta entrar no site: http://www.estanagelartes.com.br

  • Todos os sentidos em Três Corações

    Set 17, 12 • felipecabral • Enredos da Terra, Home, Open SourceNenhum ComentárioLeia mais »
    Todos os sentidos em Três Corações

    Relato sobre a experiência da educação não-formal com a produção de minidocumentários em software livre na semana de tradição oral de 2012 do Museu da Oralidade de Três Corações – MG Esta é uma escrita breve sobre momentos densos. Um relato curto de uma experiência marcante. Se Drummond pudesse dizer algo sobre isso, talvez dissesse “Brincar com crianças não é perder tempo, é ganhá-lo; se é triste ver meninos sem escola, mais triste ainda é vê-los sentados enfileirados em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação de alguém“. Aos que aqui se aventurarem na leitura, peço licença para contar o que se passou do jeito que consegui ver e desculpas por não conseguir presentificar cada um dos sentidos apalpados, olhados, cheirados, ouvidos e gostados pois foram todos vividos. Então vamos lá… ____________________________ Ideias com pé e cabeça Certo dia, com muito tato e simpatia, recebi uma ligação de Minas Gerais da qual não sabia identificar o número. Atendi e do outro lado estava o jornalista Paulo Morais, um dos atuais gestores do Museu da Oralidade da cidade de Três Corações. Para quem não conhece ou não se lembra, Três Corações é uma das cidades situadas na Serra da Mantiqueira, no sul do estado de Minas Gerais. Paulo ligava para fazer um convite e ao mesmo tempo propor um desafio. O Museu iria sediar a 2° edição

  • Dia do Saci

    Set 13, 12 • felipecabral • Enredos da Terra, Home2 ComentáriosLeia mais »
    Dia do Saci

    O dia do Saci está chegando, minha gente! É no próximo 31 de Outubro! Para comemorar, antecipadamente, publico aqui uma história muito bacana do meu amigo Ricardo Azevedo! O Saci Gente como a gente, habitante da cidade grande, acostumado com luz elétrica, entregador de pizza, televisão, poluição, telefone celular e computador não entende nada de Saci e só vai ver o Saci no dia de São Nunca. Acontece que o Saci é filho do mistério, filho do vento que assobia, filho das sombras que formam figuras no escuro, filho do medo de assombração. O Saci é uma dessas coisas que ninguém explica. Por exemplo, é muito fácil explicar uma casa. Ela tem tijolos, paredes, janelas e serve para morar. É muito fácil também explicar um cachorro. Pertence à espécie canina, late, abana o rabo, às vezes morde, faz xixi no poste, é amigo das pulgas(bem alguns nem tanto) e serve para tomar conta de casas ou apartamentos. Agora tente explicar o gosto. Por que tem gente que só gosta de Rock Pauleira e tem gente que só ouve musica Clássica ou então Pagode? Experimente explicar a beleza ou o sentimento, ou as coincidências que acontecem, ou sonhos, ou um pressentimento. Você já teve um pressentimento? Já sentiu que uma coisa ia acontecer e no fim ela aconteceu mesmo? Pois bem, agora tente explicar. As vezes a gente está calmamente em

  • Ação Grio – Políticas Públicas para o Contadores de Histórias

    Set 13, 12 • felipecabral • Enredos da Terra, HomeNenhum ComentárioLeia mais »
    Ação Grio – Políticas Públicas para o Contadores de Histórias

    Lá vai, lá vai, lá vai, a sandália leva o homem e o homem a história. Musica do mestre Griô Paraquedas do Ponto de Cultura Odômodê São tempos de novos olhares para antigas expressões culturais que hoje alguns classificam como arte. Nesse bojo está o fazer do Contador de História. Pensando nesse tema aproveito esse espaço para escrever uma postagem relacionada a políticas públicas envolvendo o contar histórias, um tema tão especial a mim. Começo pela “Ação Grio”. As primeiras lembranças que tenho dessa ação vem de reflexões e considerações feitas por integrantes do projeto “Grãos de Luz”, de Lençóis – BA, que com o tempo ganhou espaço de fomento pelo Ministério da Cultura. Em 2006 a ação ganhou seus primeiros formatos já com esse nome, numa associação ao programa Cultura Viva. Lembro-me de ter participado da 1° Teia Nacional dos Pontos de Cultura e de ter encontrado Líllian Pacheco e Márcio Caíres num debate e de ter conhecido o documentário que na época eles havia empreendido com registros de viagens pelo Brasil e ações locais em Lençois. (foto ao lado) Desta ocasião em diante o projeto só cresceu e ganhou cada vez mais cores, sons e desdobramentos. Houve ampliação das ações em formato de rede (Rede Ação Griô), encontros regionais, participação dos integrantes em fóruns e espaços de discussão e fomento cultural, entre muitas outras coisas. A Rede Ação Griô, por

Felipe Cabral

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